quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Traje de banho 1890's


    Falei sobre a moda e hábitos vitorianos na praia aqui nesse post, resumindo as pesquisas que fiz para desenvolver um traje de banho vitoriano pra mim aproveitando que iria até Florianópolis, conhecida por ter praias maravilhosas. Achei que seria uma ótima oportunidade já que sempre achei esse tipo de traje uma gracinha. Mas enfim, vamos ao processo de confecção que é o foco desse post: 

Modelo e inspiração:



    Eu tive como referência basicamente esses três trajes da década de 1890s e fui desenhando o meu modelo com base neles. Queria algo que tivesse gola de marinheiro e fosse feito em duas cores, com detalhes em fitas. Além do mais eu queria algo que tivesse um aspecto meio 'Tim Burton', e então acabei me decidindo por usar tricoline preto e um listrado de preto e branco. 



Molde e corte:


    O molde dele é bem simples: um vestido cuja saia é franzida, corpete com a cintura mais larga e gola de marinheiro, e um bloomer largo e franzido. Utilizei métodos de modelagem modernos pra traçar o vestido e o molde do bloomer é o mesmo que utilizei no último drawer que fiz, para um traje de passeio. 

Construção:



    Para a gola de marinheiro consultei alguns tutoriais de cosplay já que é um estilo muito comum em uniformes japoneses. Foi a parte que mais tive dificuldade já que nunca havia costurado algo assim. No final das contas acabou sendo mais simples do que eu imaginava, apesar de a parte da frente não ter ficado exatamente como eu gostaria (por isso acrescentei um laço).


    O corpete é forrado na frente e a gola tem entretela pra se manter rígida, assim como o cinto. O bloomer é fechado por botões e colchetes e a barra dele eu franzi com elástico. 


Acessórios:

    Mesmo na praia as vitorianas não costumavam mostrar muita pele, então acrescentei as meias e oxford (no lugar das sapatilhas, que eram mais comuns na praia). O chapéu é um boater hat e quem me emprestou foi a Pauline do Diários Anacrônicos, e é uma peça que ela mesma customizou. 

Resultado:

Foto por Laura Pereira 

 Foto por Mau Kisner

Foto por Zambi

    Eu fiquei bem satisfeita! Não saiu exatamente como eu havia desenhado, mas ainda assim achei que ficou bom em mim e cumpriu o seu papel. O tecido que escolhi acabou parecendo cinza nas fotos mas também achei o efeito interessante. 

Principais referências:

http://fattogami.tumblr.com/post/55535810171/how-to-sew-a-sailor-uniform-part-1-sewing-the
https://br.pinterest.com/pin/523684262906187464/
https://br.pinterest.com/pin/42643527692785129/
Apostila de modelagem ETEC

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

A moda praia do final da Era Vitoriana



    Durante o final do século XIX, um estilo de vida mais saudável passou a ser mais valorizado, e consequentemente a moda seguiu essa tendência, surgindo assim trajes específicos para práticas de esportes, caminhadas e até mesmo banhos de mar.



    Foi a partir da década de 1880's que esportes relacionados a nado se popularizaram, e  vários clubes de natação em Londres. 



    Para mulheres que iriam passar um dia na praia haviam as bathing machines (máquinas de banho, em tradução livre). Pequenas casas de madeira com rodas que eram levadas até a água para que as mulheres pudessem se banhar com privacidade ou se trocar.  As bathing machines eram mais comuns na Inglaterra, mas também eram utilizadas em outros países.




    Para ir a praia o traje utilizado eram bem específico. Para as mulheres, o mais comum conjuntos de vestido curto e bloomers (que a essa altura já estavam sendo também utilizados em trajes femininos de ciclismo). Eles  eram feitos em flanela, lã ou jérsei e apesar de na maioria das vezes cores escuras serem utilizadas, haviam também opções em tons claros. 


    Essas peças podiam ser bastante enfeitadas com detalhes em fitas, bordados e passamanarias. Motivos 'navy' eram comuns, como golas de marinheiro, listras e afins. Junto dos trajes as mulheres utilizavam meias, sapatilhas (bathing slippers) e toucas de banho.



    Os trajes masculinos lembravam bastante a moda íntima da época, e eram basicamente macacões curtos, muitas vezes listrados.

    Mais alguns exemplos de trajes que estão atualmente em museus:

1895, Arnold Constable and Company

 1888, Missouri History Museum

1890

1900s, MET Museum

    A quem interessar, nessa página tem várias fotos de pessoas em trajes de banho do final do século XIX e início do XX. A Pauline (do Diários Anacrônicos) reuniu vários outros exemplos de trajes de banho históricos nesse painel do pinterest, recomendo dar uma olhada. 

Referências:

http://www.fashion-era.com/early_swimwear.htm
http://www.victoriana.com/library/Beach/FashionableBathingSuits.htm
http://www.victoriana.com/Etiquette/bathingmachine.htm
http://www.messynessychic.com/2014/04/15/victorian-prudes-beachside-bathing-machines/
http://www.cityofcapitola.org/capitola-museum/page/sea-century-swimwear-historic-swim-apparel
http://www.bbc.co.uk/ahistoryoftheworld/objects/k-6Qqja3RpCUgQgJnV8oMw

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Sales

Peças à pronta entrega. Qualquer dúvida só entrar em contato no juliana_lopes_dn@yahoo.com.br. Envio feito de São Paulo - SP

Conjunto rococó 1780: 



Mais fotos dele sendo usado aqui: http://jlperipecia.blogspot.com.br/2016/05/maria-antonieta-1780s.html

Detalhes: 


- Casaco em brim forrado em popeline e com barbatanas de plástico, fechado por zíper
- Saia fechada com fitas como na época, feito em brim
- Modelagem de acordo com a época (1780, modelo utilizado na França e Inglaterra).

Medidas (tiradas da peça pronta):

Casaco:
Cintura: 76cm
Comprimento do ombro a cintura: 38cm
Busto: 88cm
Braço: 31cm

Saia:
Cintura: 68cm a 72cm
Comprimento: 127cm

Observações: 

- Não acompanha armação (bumpad). É necessário utilizar uma pra que a silhueta e comprimento fiquem corretos. Posso fazer uma por encomenda como essa
- Utilizado uma vez, em ambiente fechado
- Posso ajustar o comprimento da saia
- Demais ajustes de tamanho podem ser feitos mediante taxas, na dúvida entre em contato

Valor:

R$150 + frete, Pagamento por depósito bancário.

Conjunto Rainha Vitória (1851): 




Mais fotos dele sendo usado aqui: http://jlperipecia.blogspot.com.br/2014/06/traje-vitoriano-1851.html


Detalhes:




- Corpete feito em cetim, com camada de brim e forro em popeline estruturado com barbatanas de plástico. Rendas de tule de algodão, detalhes em viés de cetim e guipir. Fechado atrás por botões.
- Saia em cetim, fechada atrás por botões.
- Modelo baseado no que a Rainha Vitória usou em 1851 para a Grande Exibição.

Medidas (tiradas da peça pronta):

Corpete:
Cintura: 68cm
Busto: 88cm
Comprimento do ombro à cintura: 39cm
Braço: 31cm

Saia:
Cintura: 68cm
Comprimento: 124cm

Observações:


- A saia possui pequenos sinais de desgaste na barra, vide foto
- A costura tem alguns erros de costura (perceptíveis apenas quando visto bem de perto): costura do viés aparecendo atrás, o cós da saia está enrugado e as pregas da saia não estão simétricas (imperceptível quando vestido sob o corpete)
- Usado duas vezes.
- Não acompanha armação (anágua de cordão e bumpad), posso fazer sob encomenda
- Ajustes em tamanho podem ser feitos mediante taxas, na dúvida entre em contato

Valor: 

R$150 + frete. Pagamento por depósito bancário.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Faça boa arte (Neil Gaiman)

"O marido fugiu com uma política(o)? Faça boa arte. Perna esmagada e depois devorada por uma jibóia mutante? Faça boa arte. IR te rastreando? Faça boa arte. Gato explodiu? Faça boa arte. Alguém na internet pensa que o que você faz é estúpido ou mau ou já foi feito antes? Faça boa arte. Provavelmente as coisas se resolverão de algum modo, e eventualmente o tempo levará a dor mais aguda, mas isso não importa. Faça apenas o que você faz de melhor. Faça boa arte."


"Se você está cometendo erros significa que você está por aí fazendo alguma coisa"

    Em 2012 Neil Gaiman deu um discurso em uma universidade de arte dos EUA. Posteriormente a transcrição desse discurso foi transformada em livro e publicada. O discurso motivacional é dirigido a futuros escritores, músicos, fotógrafos, dançarinos, freelancers, designers...enfim, para qualquer pessoa que deseja criar algo e viver disso. Fazer arte.

    Gaiman inicia dizendo que não  passou pela universidade, que sequer tinha um plano de carreira. Mas que resolveu contar aos estudantes tudo o que gostaria que tivessem contado pra ele no início, dar bons conselhos que ele próprio recebeu.

    O livro é incrível! Achei verdadeiramente inspirador e me fez pensar em muitas coisas, já que enquanto lia conseguia relacionar o que ele dizia com coisas do meu cotidiano e situações que observei pessoas que conheço ou admiro passando. Então vou aproveitar o espaço para compartilhar também algumas reflexões minhas enquanto apresento os assuntos que foram abordados dentro dos 6 conselhos (ou capítulos) do livro. 

01. Quando você começa em uma carreira nas artes você não tem ideia do que está fazendo.

    Não é necessário se apegar a regras e manuais, pelo contrário. Muitas vezes essas regras apenas impõem limites que seriam facilmente ultrapassados se você simplesmente não soubesse que eles existiam.

02. Se você tem uma ideia do que você quer fazer, sobre o que você foi colocado aqui para fazer, então simplesmente vá e faça aquilo.

    Gaiman exemplifica dizendo que começar como jornalista foi o caminho que ele encontrou para se tornar um escritor, que era seu grande sonho. Esses caminhos nem sempre estão claros, e talvez você não saiba se está fazendo a coisa certa. Mas o importante é ter uma meta, saber onde você quer estar, e cuidar para saber se o que você está fazendo no momento está te levando em direção aos seus objetivos ou não.

03. Quando você começa, você precisa lidar com os problemas do fracasso.

    Nem tudo que você faz vai dar certo. E estar preparado pra isso é necessário, porque assim você evita a ansiedade, desespero e desencorajamento que o fracasso pode trazer. Muitos artistas que hoje são considerados bem sucedidos tiveram muitas dificuldades no início da carreira (a própria J. K. Rowling foi rejeitada por diversas editoras até conseguir publicar Harry Potter). 

    Também é importante não aceitar um trabalho apenas pelo dinheiro "Se você não ganha o dinheiro, então você não tem nada". Curtir o trabalho em si e tirar algum ensinamento dele torna-o mais valioso que o valor que você vai receber em dinheiro. 

    Existem ainda os problemas do sucesso, que envolvem principalmente em não aproveitá-los direito porque você está preocupado demais com o processo e pressões externas pra apreciar o resultado.

04. Eu espero que vocês cometam erros. Se vocês estão cometendo erros, significa que vocês estão por aí fazendo algo.

    Esses erros inclusive podem dar ideias para coisas novas, resultar em algo produtivo. Fazer arte acaba sendo uma válvula de escape para momentos da vida que não estão sendo bons. Então quando tudo estiver dando errado, faça boa arte.

"Então escreva, desenha, construa, toque, dance e viva como apenas você pode fazer."

05. Enquanto estiverem nisso, façam a sua arte. Façam as coisas que só vocês podem fazer.

    Mesmo que no início o que você faz é apenas uma mistura de tudo o que você já viu e guardou como referência, você logo vai descobrir a sua própria voz, se continuar praticando. Treine e experimente até criar aquilo que só você pode fazer. Até que você consiga colocar a sua alma em forma de arte. Você acaba aprendendo com as obras que dão certo tanto quanto aprende com aquelas que não funcionaram direito.

06. E por fim, o melhor conselho que Gaiman já recebeu.

    Ele veio do Stephen King, que no auge do sucesso de Sandman disse: "Isso é realmente ótimo. Você deveria apreciar isso". King falava sobre aproveitar a parte boa de tudo isso, de olhar ao redor e apreciar o fato de as pessoas estarem reconhecendo seu trabalho. Não adianta apenas se preocupar com os próximos passos a serem dados se você não para pra pensar em onde está agora.

    O mundo está mudando, inclusive as formas de se trabalhar estão mudando. Vemos por aí profissões que não existiam 5 anos atrás, e também plataformas completamente novas pra compartilhar informações. As regras estão sempre mudando então é necessário que você crie suas próprias regras.

"E agora vão, e cometam erros interessantes, cometam erros maravilhosos, façam erros gloriosos e fantásticos. Quebrem regras. Façam do mundo um lugar mais interessante por vocês estarem aqui. Façam boa arte."

    O livro está disponível em diversas livrarias em ebook ou livro físico. Mas você também pode assistir ao discurso original no Youtube ou ler a transcrição dele aqui

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Traje de passeio 1890s

Inspiração:



     Estava assistindo Penny Dreadful nas últimas semanas e sou completamente apaixonada pelo guarda roupa da Vanessa Ives, confesso que fico desejando mil coisas! Então resolvi fazer algo inspirado nela pro Picnic Vitoriano desse ano. Mas também dei uma pesquisada na moda da década de 1890 pra ter mais algumas referências. A ideia era fazer algo bem vitoriano tardio, entre 1895-1900.

    No final das contas o modelo que eu desenhei foi esse, juntando referência da série e de peças históricas:



Underwear:



    Como a camisa é rendada, achei que uma chemise branca não ficaria bom então fiz outra em preto (baseada nesse modelo aqui).



    Também fiz drawers combinando, a partir do molde da combinação que também usei no meu traje 1880s.



    O corset é um underbust da Josette Blanchard que achei perfeito pra época por ter um estilo puxado mais pro Eduardiano (o que faz sentido em um traje do final da década) e uma curva de cintura mais dramática. No dia do evento acabei esquecendo de usar uma anágua, que seria o ideal.

Traje:



    A saia que eu usei é a mesma do meu traje 1880. A camisa é uma shirtwaist feita em algodão com detalhes em renda  e o modelo eu escolhi a partir de uma peça de museu.




    A construção do casaco (feito em microgabardine e com detalhes em plush) é simples, com uma modelagem atual. Só coloquei forro (em brim) em parte da peça, onde também usei barbatanas. Pra manter a parte de trás da gola em pé usei um material emborrachado que não sei o nome correto. O casaco é fechado por colchetes.



    Só depois que o casaco ficou pronto que decidi acrescentar os detalhes em soutache e os alamares porque achei que a peça precisava de algum enfeite. Procurei mais referências de design e fiz alguns testes e no final das contas me decidi por algo mais discreto mesmo.

Acessórios e cabelo:

Foto por Cleusa Vargas

    Estou com o cabelo mais curto que o de costume então tive que reaprender a fazer penteados, rs. Dessa vez ele só está preso pra cima de uma forma simples. Utilizei camafeus, e como eu queria reforçar esse ar mais 'sombrio' do traje um anel de cobra. Pode parecer estranho mas pelo que eu pesquisei existiam jóias vitorianas com cobras e serpentes.

Resultado final:


Fotos por Cleusa Vargas


    Fiquei bem satisfeita! O único detalhe que me incomodou foi essa enrugada que o casaco dá na região da cintura, o que acredito que aconteceu por ele não ser inteiramente forrado. A vantagem de se utilizar uma modelagem que está acostumada é conseguir acertar o caimento sem precisar fazer mock-ups, o que é prático. O casaco é definitivamente uma das peças do meu guarda-roupa histórico que mais gostei até agora, e junto com a camisa são peças que ainda pretendo testar outras combinações.

Principais referências:

The cut of women's clothes, Norah Waugh
Hecklinger's Ladies' Garment 
https://br.pinterest.com/pin/523684262895893973/
https://br.pinterest.com/pin/523684262890140517/
https://www.youtube.com/watch?v=q_krSA1K98o

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Recriação histórica: Bloomingdale's illustrated 1886 catalog



Bloomingdale era uma loja de departamentos popular em Nova York, fundada em 1872. Entre seus departamentos estava roupas (femininas, masculinas e infantis), leques, capas,penas e flores, luvas, chapéis, cabelo, malha, couro, rendas, joalheria, aviamentos,sapatos, prataria, fumo, brinquedos, roupas de baixo...a loja possuía uma infinidade de itens, que incluíam inclusive armas e livros.



O catálogo de 1886 possui aproximadamente 1,700 itens. Em 176 páginas ilustradas. Poucos catálogos sobreviveram até os dias atuais porque eram intensamente manuseados, geralmente por mais de uma pessoa, sendo que parte delas tinha o costume de arrancar páginas e recortar algumas ilustrações para guardar.




Quem costumava comprar na Bloomingdale eram principalmente donas de casas que gostavam de coisas bonitas, já que os produtos da loja eram considerados na moda e possuíam um preço baixo. As mais fashionistas ainda preferiam encomendar suas roupas com costureiros.


Para encomendar, a cliente deveria enviar, suas medidas  junto da descrição dos itens desejados, para que as roupas servissem bem. Era possível também mudar detalhes de cores, aviamentos ou até mesmo enviar um design novo para que pudesse ser confeccionado. Para encomendar tecidos, aviamentos ou apliques de cabelo na cor desejada o cliente poderia enviar amostras pelo correio, junto de seu pedido.

Pra quem se interessa por revivalismo ou recriação histórica o catálogo é um prato cheio para pesquisa. É possível ver o que estava na moda durante esse ano em várias áreas, e com as ilustrações perceber bem os estilos. Além do fato de cada uma das peças conter uma descrição dos materiais utilizados. Na parte de aviamentos e acessórios, o catálogo serve como uma fonte de comparação com itens encontrados atualmente.

Alguns itens que me chamaram a atenção:


Preços:

A Bloomingdale se orgulhava de possuir os menores preços , o que era repetido diversas vezes ao longo do catálogo.

Vestidos: os preços começam em  $5 os conjuntos para serem usado no dia a dia e vão até $50  em um vestido de noivas.
Saias: de 60c a $2
Chemises: 45c a $1,5
Corsets: 50c para modelos mais simples a $3,25, nos modelos com rendas, bordados e afins
Drawers: 28c a $1,6
Anáguas: $1,2 a $2
Sapatos: $2 os sapatos baixos, para caminhada até  $10 nas botas

No site Measuring Worth é possível convertes os preços para valores atuais. Segundo a pagina, $1 de 1886 atualmente valeria $26. Ou seja, um vestido de 15 dólares cerca de  $390 atualmente. E um corset de 1,5 dólares custaria $39.

Catálogos semelhantes:

Pesquisando um pouco mais acabei encontrando outros catálogos, que estão disponíveis para download ou visualização online.

Catálogo de moldes da Butterick, 1871: https://archive.org/details/catalogueofebutt00butt
Catálogo da Bloomingdale de 1890: https://archive.org/details/illustratedfashi00bloo
Catálogo da Jordan, Mash de 1895-96: https://archive.org/details/fallwinter18956p00jord

Referências:

https://www.measuringworth.com/uscompare/relativevalue.php
Bloomingdale’s illystrated 1886 catalog, por Bloomingdale Brothers. Dover Publication, 1988

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Sobre



     Apesar de sempre ter admirado coisas antigas, eu só comecei a pesquisar sobre história da moda em 2011, porque alguns períodos (como a Era Vitoriana e Rococó) influenciavam o design de peças da Moda Lolita, que eu estava começando a usar na época. Século XVIII e XIX continuam sendo meus preferidos em relação à moda e cultura. 

    Comecei a fazer meus trajes históricos em  2012, quando comecei a frequentar os eventos do Picnic Vitoriano de São Paulo. Conforme eu pesquisava para confeccionar minhas peças, dei de cara com vários blogs incríveis, e achei que manter um seria uma boa forma de compartilhar e registrar minhas pesquisas, além de ter um espaço pra manter uma espécie de portfólio. 

    Atualmente tenho 22 anos, moro em São Paulo e sou formada em Negócios da Moda. Entre meus hobbies estão praticar algum artesanato, passeios culturais, assistir séries e filmes, ler, pesquisar a história social da moda e, como talvez dê pra perceber, passar horas na internet conversando, rindo de memes e conhecendo coisas novas. Como sou bibliófila e amo escrever, manter blogs acaba sendo inevitável.


    As Peripécias de JL surgiu da minha necessidade de ter um espaço pra falar sobre meus projetos relacionados à história da moda, que não se encaixavam onde eu escrevia na época, o Minha Estrada de Pérolas

    O nome é As Peripécias de JL porque nem sempre as coisas que eu faço são planejadas e muitas vezes ocorrem imprevistos e mudanças, então estou sempre em alguma peripécia, rs. O JL refere-se tanto a Ju Lee (apelido que eu costumava usar na internet) como Juliana Lopes. A intenção aqui é compartilhar minhas pesquisas, referências, fotos dos meus projetos finalizados, e indicar filmes, livros e afins (de preferência com alguma análise sobre eles), não só sobre história da moda e minhas costuras mas sobre o que eu gosto no geral. Espero que gostem e sintam-se livres pra comentar, compartilhar, me contactar etc.  

     Eu ainda posso ser encontrada nas seguintes redes sociais:


    E estou disponível a responder emails no juliana_lopes_dn@yahoo.com.br.